A multa escondida no seu contrato pode ser maior que o lucro do negócio

No mundo empresarial, crescer exige ousadia, estratégia e boas parcerias. Mas, junto a cada nova oportunidade, existe um ponto que muitos empreendedores ignoram: os contratos que sustentam essas relações.

E a verdade é simples:
Uma cláusula mal escrita pode custar mais do que todo o lucro da operação.

Se você já assinou um contrato sem ler tudo ou confiou “porque parecia padrão”, esse conteúdo é para você.

O risco invisível por trás das multas contratuais

Multas não são o problema. Pelo contrário, elas existem para proteger as partes.
O perigo está no valor desproporcional, nos critérios mal definidos e nas lacunas que permitem interpretações abusivas.

Imagine estes cenários:

  • Você fecha uma parceria comercial de R$ 50 mil por ano.
  • A cláusula de multa por rescisão antecipada prevê o pagamento de 30% do contrato total.
  • Mas o contrato tem renovação automática e previsão de multa sobre o período futuro também.

Resultado?
Uma saída pode custar mais de R$ 100 mil.

E sim, isso acontece todos os dias.

Por que esse erro é tão comum?

A maioria dos empreendedores:

  • Se preocupa mais com venda do que com proteção
  • Não analisa termos específicos do contrato
  • Acredita que “se está escrito, é padrão”
  • Só procura orientação jurídica quando o problema já aconteceu

Isso transforma negócios promissores em armadilhas silenciosas.

Veja também: Sócio ou colaborador? Entenda a diferença jurídica antes de formalizar uma parceria

O que uma multa bem estruturada deve ter

Para que uma multa seja justa e segura, alguns critérios são essenciais:

✅ Proporcionalidade ao valor e tempo de contrato
✅ Critérios claros de cálculo
✅ Situações que excluem a multa (ex.: falha da outra parte)
✅ Ausência de abusividade ou desequilíbrio entre as partes
✅ Previsão de penalidades para ambos os lados
✅ Consultoria jurídica antes de assinar

Multas não devem ser instrumento de pressão, mas de equilíbrio.

“Mas a multa está escrita… não tenho o que fazer”

Tem sim.
Há situações em que multas abusivas podem ser questionadas judicialmente.
Se a penalidade for desproporcional ao dano real ou indicada como forma de coação, existe respaldo jurídico para revisão.

Prevenção é sempre o melhor caminho, mas socorrer-se da lei também faz parte da estratégia empresarial.

Conclusão: contratos não são burocracia — são proteção

Um contrato pode ser o melhor aliado do crescimento ou o maior risco para seu patrimônio.

Antes de fechar qualquer acordo, lembre-se:

Prevenir custa menos do que remediar.

E uma boa assessoria jurídica não é gasto — é investimento em longevidade empresarial.